- ORIGENS -

FUNDAÇÃO

Os primeiros habitantes dessas terras eram povos coletores e caçadores que estiveram por aqui séculos antes de Cristo e deixaram sepultamentos cobertos com conchas (sambaquis) por todo o litoral da Costa Verde. Poucos resistiram aos anos e apenas foi pesquisado o Sambaqui da Praia da Tapera, na Ilha Guaíba. Acredita-se que os índios tupis expulsaram os sambaquieiros, dominando toda a costa brasileira. 

Aqui, em Mangaratiba, a linhagem Tupi que se estabeleceu foi a Tupinambá, um povo aguerrido, que tinha em sua cultura acreditar que comer a carne dos guerreiros rivais capturados lhes dava força.

Para cessar a dominação agressiva dos portugueses, os Tupinambás (de Cabo Frio até Ubatuba), se uniram em 1554, numa resistência que durou 21 anos, liderada pelos Caciques Cunhambebe e Aimberê, conhecida como Confederação dos Tamoios. Derrotados, por aqui foram substituídos por seus rivais Tupiniquins, catequizados e aliados dos portugueses. Formaram então o aldeamento de Mangaratiba, no Engenho da família Correia de Sá, que passou pela Ilha da Marambaia e a Ingaíba, até finalmente se fixar no local conhecido hoje como Centro.

 

 

O aldeamento foi sendo infiltrado por migrantes e transformado em Vila (Município), em 1831, devido à boa posição estratégica de seu porto para o comércio de café, cana, mantimentos e negros escravizados.

A alta cobrança pelo uso da Estrada Imperial, a inauguração da linha férrea Piraiense e a Abolição da Escravidão minguaram a economia local, levando a cidade ao esvaziamento e à falência, entre 1860 e 1914.

A retomada veio com o trem, o porto, a rodovia Rio-Santos, e todas as mudanças trazidas por eles.

 

Mirian Bondim Satyro

Ernestina da Silva Firmino

Renan Vasconcellos

Mary Jane Fonseca Torres

RENASCIMENTO

A modernização do acesso à cidade trouxe muita gente em busca de oportunidades.

Teve quem veio do Líbano, reconheceu a paisagem daqui como se estivesse em casa e ficou, como o pai de Georgette e Julieta; quem veio trabalhar na Rede Ferroviária e trouxe a família, como o pai do Silvio; quem veio construir estradas, se apaixonou, casou e ficou, como o Ademar; quem veio da inundação de São João Marcos, como as famílias da Maria das Graças, Luciana, Núbia e Vicente; e quem veio fugindo das agruras da vida e encontrou o amor, como a Dona Marli.

Muitos veranistas também se apaixonaram e acabaram ficando em definitivo, como é o caso do Cary, da Inez, do Ricardo, do Gil, da Lucimary, da Priscila, do Gugu, Mary Jane e tantos outros.

Dos anos 2000 pra cá, a cidade cresceu ainda mais com a vinda de pessoas do Rio e da região metropolitana em busca de qualidade de vida. Com a pandemia, esse fluxo aumentou, pois muita gente começou a trabalhar de casa onde quer que a casa esteja. 

Em comum a todos, a paixão por essa cidade de pequenos núcleos, que mais parecem grandes famílias, onde ainda é possível caminhar e dormir sem medo. Além da saudade de um tempo em que o trem interligava os distritos e a capital, e as pessoas se encontravam mais nas ruas. Brincavam e jogavam nas praias, conversavam nas praças, se divertiam nas festas da cidade, e dançavam nos bailinhos “hifi” em casa, nos grandes bailes dos clubes e na espontaneidade do carnaval de rua!

José Augusto Vital de Gouveia

Gugu

Inez Lucas de Almeida

Marli Rodrigues

Geny e Cary

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