Águas claras
e turvas

Assim como toda a Costa Verde, Itaguaí foi território tupinambá, onde a Confederação dos Tamoios resistiu por décadas, mas acabou derrotada pelos portugueses. As terras, então, passaram a Cristóvão Monteiro como sesmaria e, após sua morte, aos padres jesuítas, que fundaram ali a imensa Fazenda de Santa Cruz. Produtora agropecuária, abastecia a capital, as tropas que exploravam o interior, e até a Europa.

Legenda

1. O Morro Cabeça Seca, onde a cidade começou, sob a perspectiva da exploradora inglesa Maria Graham em 1823. Proprietário: Wikimedia 

Enquanto isso, guaranis catequizados deram origem ao primeiro aldeamento local: Itinga (águas claras). Iniciado nas ilhas para inibir a pirataria francesa, em 1717 foi transferido para o Morro Cabeça Seca e consolidado em 1729, com a inauguração da Igreja de São Francisco Xavier. 

A abertura do “Caminho Novo da Piedade/de São Paulo”, para escoar ouro e café, e o porto estratégico para a chegada de escravizados facilitaram a elevação da aldeia à Freguesia de Taguaí (água barrosa), em 1759.


Décadas de embates com a Fazenda, a implantação do Engenho do Facão e a chegada de foreiros impulsionaram a transformação em Vila (hoje município) e a marginalização de indígenas e negros.

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2. No mapa do séc. XVIII, o Caminho de São Paulo passa pela “Freguesia de Taguahy, a Aldeia dos Indios”. Proprietário: Fundação Biblioteca Nacional [Domínio público] 

3. A cidade se desenvolveu ao redor da igreja de São Francisco Xavier, inaugurada em 1729. Proprietário: IBGE

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4. O pintor Rodolfo Amoedo homenageou a resistência dos tupinambás na obra “O Último Tamoio” (1883). Proprietário: Museu Nacional de Belas Artes [Domínio público] – Wikimedia

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