Não tem muito tempo Itaguaí era roça. Nas ilhas e nos litorais, caiçaras pescavam artesanalmente e cuidavam de hortas. Nos bairros, casas eram esparsas, ruas eram de terra com bois e cavalos, e tinha até lontras nos rios. As crianças brincavam soltas de pique-esconde, de subir em árvore, de escorregar na lama… e as portas estavam sempre abertas para os vizinhos.
3. O bairro Brisamar nos anos 1950, quando não havia cercas, asfalto ou indústrias.
Proprietário: IBGE
1. João Nilo lembra com carinho do tanto que se divertia na Praça (1978). Proprietário: João Nilo — Acervo pessoal
2. As irmãs Fátima e Rosa Maria tinham a Praça como o quintal de casa. Proprietário: João Nilo — Acervo pessoal
4. O Hospital São Francisco Xavier já foi Casa de Caridade, que acolheu a comunidade em momentos sensíveis.
Proprietário: Casa de Cultura Marise Moreira de Brito
No Centro, a Praça Vicente Cicarino se chamava 5 de Julho e seu lago com peixes e uma ponte no meio era o coração da vida social. Ao seu redor, os Bares do Lido, Pingo de Ouro e Amartone, assim como o Atlético Clube, eram pontos de encontro. A Prefeitura preservava a ancestralidade indígena com as estátuas de Quiva e Laiá. A Casa de Caridade, depois Hospital São Francisco Xavier, oferecia cuidados. No Cine Inouê e no parque de diversões, só alegria.
Ali, a vida acontecia nos encontros no clube; nas conversas de bar onde se fechavam negócios, se falava da vida, ou se via as mesmas pessoas irem e virem; na fila do cinema, na feira, e até nas ruas, de madrugada, depois de perder o último ônibus Poeirinha das 22h.
6. A calmaria da vida caiçara na Ilha da Madeira. Proprietário: João Nilo — Acervo pessoal
5. A partir da Praça, o prédio do Itaguaí Atlético Clube, onde a vida social fervia. Proprietário: Casa de Cultura Marise Moreira de Brito
7. O coração de Itaguaí era a Praça 5 de Julho, com seus charmosos jardins, a ponte e o lago. Proprietário: IBGE